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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Educação ou má-educação



Educação ou má-educação

 

Coisa curiosa é o tal do escritor. Gosta de se arriscar nos vários estilos de escrever. Frederico é um exemplo, não sabia como iria escrever um texto. Tinha as palavras, mas não sabia se iria dissertar, narrar, cronicar, contar, poemizar, jornalizar...até mesmo “sloganizar”.

Tinha prazo de entrega. Pegou lápis, papel  e saiu disparando os textos nos modos variados.

Dissertação:

Hoje em dia, muitos têm sido os problemas em nosso Brasil. O principal e mais enraizado é a educação, jogada às traças, sem nenhum investimento, às margens de imensas arrecadações tributárias. Um grande erro deste governo foi ignorar a educação – ou má educação, se assim podemos dizer – do nosso país.


Crônica:

No interior de Minas conheci um garotinho, Tonho. Ele sonhava com a escola que ele tanto ouviu falar que seria construída.

- Mamãe, quando vou ir para a escola?

- Não sei, filhinho.

- Eu quero ficar inteligente para um dia virar político. Quero construir um monte de escolas para nossa cidade.

- Tonhinho, se você quiser estudar para melhorar o país, estude. Mas se quiser virar político para construir escolas, esqueça. Político não faz, só promete.

- Mas mamãe, aquele candidato nos prometeu a escolinha.

- Prometeu filhinho, apenas prometeu. 

 

Poema:

Educação é primordial

Mas falta o principal

O apoio do governo

Que nos deixou ao ermo

Em mundo de ilusões

Falando apenas de embromações 

 

 

Slogan

REFORMA EDUCACIONAL JÁ! 

 

Jornal (sensacionalista)

Tenho visto a precariedade do nosso sistema educacional. Fico indignado ao ver crianças jogadas às mazelas da vida, sem instrução, sem educação. Isso é um absurdo! Não pode, não dá! Põe na tela, põe na tela, a cena desse menor vendendo bala no semáforo ao invés de ir para a aula. Isso é um absurdo! Até onde iremos chegar?! Isso é uma vergonha.

 

Conto

Conta-se uma história de um povo muito rico e muito pobre. Rico em recursos, potencial, cultura. Um povo alegre, festeiro, mas pobre de governo, política, educação. Esse povo bonito sabia que precisava de uma educação melhor, mas eles não se entendiam muito bem com os governadores.

Um dia todos se reuniram para conversar. Decidiram juntos investir na sociedade e na educação. Todas crianças cresceram nas escolas, na vida e viveram felizes para sempre.

(história fictícia, claro).

 

Por fim, Frederico, nosso escritor, olhou para os textos, leu, releu, leu de novo.

Deu um sorrisinho frustrado, amassou o papel e jogou fora. Lembrara que a redação, a quem enviaria o escrito, era ligada ao governo.

Pegou novamente um papel e escreveu uma historinha qualquer. E segue a vida, tentando se desviar dos erros daqueles que mandam e desmandam.

 

 

Késia Câmara





12 comentários:

Sérgiooo disse...

Uallllllllllllll

revoltada??

rsrs e quem n ta com esse sistema??
ms é bem lógico isso...se o povo ficar inteligente como os politicos vão roubar?? simples rsrs


Gostei de ver...variando bastante o seu estilo d escrita, muiitoooo inteligente o Texto minha pekenaaa


Continue assimmmmm \O/

viu como sua caixinha de ideias nunca acabaaa :P


Bjuuu

Raquel disse...

Hum.. as idéias de Késia já dão uma ajuda p elaborar um texto na pedagogia! hehe.. q tal nos fazer uma visita?! [...] É.. fica por aí mesmo q vc vai ganhar mais.. fazer o q.. a culpa é do governo!! rsrs.. Rir um pouco p naum chorar.. pois é uma triste verdade. Na realidade todos nós temos nossa parcela de culpa.. quem dera q acontecesse como a história fictícia.. onde sentavamos, conversavamos e resolviamos o problema! :( rs..

Bjussss guria! dorei!! ;)

Raquel Bravim*

André Mangabeira disse...

bacana!
um show de estilos literários, misturando humor e coisa séria

bjão

Helenice disse...

muuuuuuuuuuuuito boa! E olha que sentimos isso bem de perto...a escola reflete as famílias, que atualmente andam perdidas e sem estrutura. O governo não se importa, pois isso não é assunto que dê lucro...........então vamos "caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais braços dados ou não, nas escolas , nas ruas , campos, construções...vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer........"

eli disse...

A nossa pequena Késia sabe usar bem as palavras. De uma forma humorada, fala de um assunto sério que nos traz uma tristeza também.

Mais uma para a coletânea, e para o livro também, rsrsrs...

Esperarei a nova crônica na semana que vem, hehehe...

Abraços, Késia!

Claudio P. Vieira disse...

É menina... Dá gosto visitar o seu blog!
A cada crônica uma surpresa...
Em tempo: dou meu inteiro apoio à sua campanha de salvamento da cortesia.
Eu sou daqueles que abre a porta do carro, ajuda a embarcar e desembarcar, puxo a cadeira à mesa, e tem mais... Mando flores!!!
Bjs

Karlinha disse...

Hehe!Mt bom, qd eu precisar me lembrar as diferenças dos textos eu passo aqui!rs!
Hein!Comenta no meu!Enfim atualizei!

A. Lopes disse...

Késia adorei o texto. Vim ao teu blog por indicação da minha amiga Franciane que adora passar aqui e vi que o "material" é de qualidade.
Voltarei mais vezes.
Abraços e parabéns.

Bruno disse...

Oi Oi nina
Cheguei de sp hj e fui correndo ver a crônica ^^
Essa vc tava inspirada rsrsrs
Vários estilos e com o mesmo tema, bom pra quem vai fazer vestibular

Bjaum !!!

victor disse...

Está animada. Gosto do seu jeito solto de escrever, sem muitas firulas. Você fala muito bem, sobre nossos problemas, sem ficar pesado.Abraços

Luciana disse...

Puxa Kesia, que post legal! Eu diria que é bem dinâmico! Deu pra sacar bem a diferença entrw um estilo e outro de escrever! Adorei! Ah, fiz um texto sobre "ter 40 anos". O que acha de opinar sobre isso já que um dia também vai chegar lá? Beijos, linda!

Alessandro disse...

Muito legal a sua criatividade em juntar tudo, deu um colorido aos textos. Parabéns! Beijão!